Os conselhos da vovó sobre como esquecer um grande amor realmente funcionam?
A ciência diz que sim. Confira.
Em uma madrugada de insônia na internet, estive lendo algumas perguntas no site Yahoo Respostas. Após algumas buscas, percebi que grande parte das perguntas feitas no site são sobre desilusões amorosas, pessoas sem saber como agir no fim de um relacionamento e querendo descobrir uma fórmula para esquecer um grande amor.
Muitas perguntas do site giram em torno daquela questão bem comum: “Como esquecer meu ex?” e as respostas quase sempre apontam para o mesmo caminho: “Só o tempo para cicatrizar. Procure se distrair, sair com amigos, ficar com outras pessoas...” e como pude perceber, mesmo com toda tecnologia e mudanças sociais, nossas respostas ao dar conselhos amorosos continuam iguaiszinhas ao que a vovó já dava.
Continuei pesquisando sobre o assunto e encontrei a teoria do neurologista comportamental Antoine Bechara, que explica como esquecer um grande amor, baseando em estudos sobre mecanismos cerebrais. Muitos dos conselhos que damos sobre como remediar uma desilusão amorosa são explicados através de estudos sobre o cérebro, o responsável por comandar nossos sentimentos.
Segundo Bechara, um dos poucos conhecimentos populares que fogem da comprovação científica é o de que ‘o tempo é o melhor remédio para esquecer alguém’. O tempo nem sempre ajuda, principalmente se a pessoa insistir em lembrar os bons momentos que passaram juntos, já que o nosso cérebro possui um sistema que liga a memória à determinada emoção (como a paixão ou o amor, por exemplo), que sempre volta inconscientemente ou não. Por isso sentimos um grande conflito interno: enquanto sentimos a necessidade de seguir em frente, o cérebro insiste em manter o amor aceso e nessa luta vence o que é mais forte nele.
O neurologista destaca que em muitos casos, quando a pessoa leva um fora é possível que fique mais apaixonada ainda. Isso acontece porque, quando somos privados de algo, o nosso corpo sente maior necessidade de ter aquilo, como acontece com a fome, por exemplo. Ele destaca que fome, amor, sede, etc. são circuitos similares e que se sobrepõe no cérebro.
O estudioso deu suas dicas para esquecer um amor; vou citá-las e dar minha opinião a respeito:
- Só lembre-se das coisas ruins que o (a) ex fazia: as mancadas que ele (a) dava, as vezes que esqueceu as datas importantes, por exemplo. Quanto mais fortes os pensamentos negativos, mais fácil será superar o fim do relacionamento.
Meu olhar: Seria isso ‘cuspir no prato que comeu’? No meu caso, lembrar as coisas ruins me deixa ainda pior, pois me remetem às possíveis causas do término.
- Mude o foco da sua atenção, não pense na pessoa o dia todo.
Meu olhar: Perfeito.
- Não vá a lugares e nem se coloque em situações que lembram o (a) ex. Mantenha o cérebro ocupado, distraia com novas atividades e evite pensar nele (a).
Meu olhar: As lembranças às vezes são inevitáveis, mas forçá-las ou nem tentar evitá-las realmente é o caminho para o fundo do poço. É difícil, mas o ideal é tentar ao máximo não alimentá-las.
- A distância, e não o tempo é um dos melhores amigos para superar o fim de um relacionamento. É muito mais difícil esquecer a pessoa se você a vê todos os dias,pois assim, todas as sensações e emoções voltam à tona com freqüência. Segundo o neurologista, o amor é como um vício e estamos sempre vulneráveis, por isso devemos sempre evitar o primeiro gole ou o primeiro contato.
Meu olhar: Na maioria dos casos, isto é realmente o melhor a fazer, a não ser que a situação tenha ficado muito clara e nenhum dos dois tenha a esperança de que o relacionamento seja reatado. Tenho minhas contradições neste aspecto.
- Se possível, arranje um (a) novo (a) namorado (a) logo para que ele (a) seja sua nova prioridade.
Meu olhar: Pode até ser que ‘um amor se cura com outro’. Se não curar, pelo menos temos a oportunidade de seguir a vida em frente com mais tranqüilidade e apoio. Só é importante ter sempre cautela para não machucar você, nem o novo envolvido.Tentar 'tampar o sol com a peneira' se envolvendo em uma nova relação não adianta, o ideal é estar bem resolvido com você mesmo para não fazer bobagens.
E você? O que achou desses conselhos? Acha que na prática funciona, ou pelo menos deveria funcionar assim? Afinal, será mesmo que a vovó (tão experiente) e a ciência (tão dedicada) estariam erradas?

