terça-feira, 12 de outubro de 2010

Como a vovó já dizia


 
Os conselhos da vovó sobre como esquecer um grande amor realmente funcionam?
A ciência diz que sim. Confira.  

Em uma madrugada de insônia na internet, estive lendo algumas perguntas no site Yahoo Respostas. Após algumas buscas, percebi que grande parte das perguntas feitas no site são sobre desilusões amorosas, pessoas sem saber como agir no fim de um relacionamento e querendo descobrir uma fórmula para esquecer um grande amor.

Muitas perguntas do site giram em torno daquela questão bem comum: “Como esquecer meu ex?” e as respostas quase sempre apontam para o mesmo caminho: “Só o tempo para cicatrizar. Procure se distrair, sair com amigos, ficar com outras pessoas...” e como pude perceber, mesmo com toda tecnologia e mudanças sociais, nossas respostas ao dar conselhos amorosos continuam iguaiszinhas ao que a vovó já dava. 

Continuei pesquisando sobre o assunto e encontrei a teoria do neurologista comportamental Antoine Bechara, que explica como esquecer um grande amor, baseando em estudos sobre mecanismos cerebrais. Muitos dos conselhos que damos sobre como remediar uma desilusão amorosa são explicados através de estudos sobre o cérebro, o responsável por comandar nossos sentimentos. 

Segundo Bechara, um dos poucos conhecimentos populares que fogem da comprovação científica é o de que ‘o tempo é o melhor remédio para esquecer alguém’. O tempo nem sempre ajuda, principalmente se a pessoa insistir em lembrar os bons momentos que passaram juntos, já que o nosso cérebro possui um sistema que liga a memória à determinada emoção (como a paixão ou o amor, por exemplo), que sempre volta inconscientemente ou não. Por isso sentimos um grande conflito interno: enquanto sentimos a necessidade de seguir em frente, o cérebro insiste em manter o amor aceso e nessa luta vence o que é mais forte nele.  

O neurologista destaca que em muitos casos, quando a pessoa leva um fora é possível que fique mais apaixonada ainda. Isso acontece porque, quando somos privados de algo, o nosso corpo sente maior necessidade de ter aquilo, como acontece com a fome, por exemplo. Ele destaca que fome, amor, sede, etc. são circuitos similares e que se sobrepõe no cérebro.

O estudioso deu suas dicas para esquecer um amor; vou citá-las e dar minha opinião a respeito:

  • Só lembre-se das coisas ruins que o (a) ex fazia: as mancadas que ele (a) dava, as vezes que esqueceu as datas importantes, por exemplo. Quanto mais fortes os pensamentos negativos, mais fácil será superar o fim do relacionamento.
 Meu olhar: Seria isso ‘cuspir no prato que comeu’? No meu caso, lembrar as coisas ruins me deixa ainda pior, pois me remetem às possíveis causas do término.
  • Mude o foco da sua atenção, não pense na pessoa o dia todo.
Meu olhar: Perfeito.
  • Não vá a lugares e nem se coloque em situações que lembram o (a) ex. Mantenha o cérebro ocupado, distraia com novas atividades e evite pensar nele (a).
Meu olhar: As lembranças às vezes são inevitáveis, mas forçá-las ou nem tentar evitá-las realmente é o caminho para o fundo do poço. É difícil, mas o ideal é tentar ao máximo não alimentá-las.
  • A distância, e não o tempo é um dos melhores amigos para superar o fim de um relacionamento. É muito mais difícil esquecer a pessoa se você a vê todos os dias,pois assim, todas as sensações e emoções voltam à tona com freqüência. Segundo o neurologista, o amor é como um vício e estamos sempre vulneráveis, por isso devemos sempre evitar o primeiro gole ou o primeiro contato.
Meu olhar: Na maioria dos casos, isto é realmente o melhor a fazer, a não ser que a situação tenha ficado muito clara e nenhum dos dois tenha a esperança de que o relacionamento seja reatado. Tenho minhas contradições neste aspecto.
  • Se possível, arranje um (a) novo (a) namorado (a) logo para que ele (a) seja sua nova prioridade.
Meu olhar: Pode até ser que ‘um amor se cura com outro’. Se não curar, pelo menos temos a oportunidade de seguir a vida em frente com mais tranqüilidade e apoio. Só é importante ter sempre cautela para não machucar você, nem o novo envolvido.Tentar 'tampar o sol com a peneira' se envolvendo em uma nova relação não adianta, o ideal é estar bem resolvido com você mesmo para não fazer bobagens.

 
E você? O que achou desses conselhos? Acha que na prática funciona, ou pelo menos deveria funcionar assim? Afinal, será mesmo que a vovó (tão experiente) e a ciência (tão dedicada) estariam erradas?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os efeitos psicológicos e físicos da paixão


Porque temos a sensação de estarmos completos quando apaixonados? E por que aquela grande paixão acabou? O seu corpo explica.

Helen Fisher é antropóloga da Universidade de Rutgers e é especialista em cérebros apaixonados. Para ela, os efeitos da paixão são semelhantes aos do uso de drogas como a cocaína.  
Na realização de seus estudos, foram colocadas 32 pessoas apaixonadas em um equipamento de ressonância magnética. Depois de alisar os resultados obtidos, descobriu-se que as mesmas regiões do cérebro são acionadas nos usuários da cocaína e nas pessoas apaixonadas.

Os cientistas acreditam que o sofrimento causado pela rejeição ou por uma relação não saudável é fisiológico. E segundo este estudo, para reverter esta situação é preciso acabar com esta obsessão, afastando tudo o que pode lembrar a pessoa ou evitando passar horas na cama pensando nela, pois estas coisas serão capazes de estimular os circuitos cerebrais da paixão. O ideal é realizar coisas novas, com pessoas novas e sempre manter o sorriso no rosto, que são atividades capazes de elevarem os níveis de dopamina, um estimulante natural para o corpo. Mas a paixão também tem seu lado positivo, pois aumenta os níveis de dopamina e por isso as pessoas se tornam mais otimistas e entusiasmadas quando apaixonadas. 

Segundo a pesquisadora Cindy Hazan, os seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante certo período de tempo. Através de pesquisas, ela identificou as substâncias responsáveis pelo amor-paixão: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Apesar de serem encontradas no organismo humano, essas substâncias se encontram juntas apenas nas fases iniciais da paixão. Com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos e então a fase da paixão vai acabando. A partir daí, o casal se vê diante de uma dicotomia: ou se separa ou se habitua as novas formas brandas de amor, como o companheirismo, o afeto, a tolerância e permanece junto.   

Para Helen Fisher, a melhor forma de fazer com que a paixão dure, é realizar coisas novas juntos, pois a novidade estimula o cérebro e ajuda o romance a se manter excitante.  Ainda segundo ela, a melhor maneira de fazer a paixão durar por muito tempo é escolher a pessoa certa, “Pessoas com um tipo de beleza parecido com o nosso, com valores semelhantes e com o mesmo nível socioeconômico”. 

Os conselhos dos amigos após uma separação não parecem estar muito distantes dos resultados desses estudos, não é mesmo? E você? O que pensa a respeito?

Por que estou aqui





 Certa vez me perguntei por que tantos sentimentos confusos habitavam dentro de mim. Fã da psicologia, mas não estudiosa do assunto, resolvi pesquisar e compartilhar informações, teorias e pensamentos de diversas pessoas que também já procuraram estudar tudo aquilo que se passava em mim, e é claro: em todo ser humano. 

Daí surgiu o blog “Isso tem explicação”, pois os sentimentos, assim como tudo na natureza, têm suas explicações. Embasado em estudos de psicólogos, sociólogos, neurologistas ou mesmo nas minhas experiências (errantes) de vida e de outras pessoas, vamos desvendado aos poucos os segredos das emoções e do cérebro humano: fascinante e complexo por natureza. 

O espaço está aberto para todas as opiniões e correntes sobre o assunto.

Seja bem vindo!!