segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os efeitos psicológicos e físicos da paixão


Porque temos a sensação de estarmos completos quando apaixonados? E por que aquela grande paixão acabou? O seu corpo explica.

Helen Fisher é antropóloga da Universidade de Rutgers e é especialista em cérebros apaixonados. Para ela, os efeitos da paixão são semelhantes aos do uso de drogas como a cocaína.  
Na realização de seus estudos, foram colocadas 32 pessoas apaixonadas em um equipamento de ressonância magnética. Depois de alisar os resultados obtidos, descobriu-se que as mesmas regiões do cérebro são acionadas nos usuários da cocaína e nas pessoas apaixonadas.

Os cientistas acreditam que o sofrimento causado pela rejeição ou por uma relação não saudável é fisiológico. E segundo este estudo, para reverter esta situação é preciso acabar com esta obsessão, afastando tudo o que pode lembrar a pessoa ou evitando passar horas na cama pensando nela, pois estas coisas serão capazes de estimular os circuitos cerebrais da paixão. O ideal é realizar coisas novas, com pessoas novas e sempre manter o sorriso no rosto, que são atividades capazes de elevarem os níveis de dopamina, um estimulante natural para o corpo. Mas a paixão também tem seu lado positivo, pois aumenta os níveis de dopamina e por isso as pessoas se tornam mais otimistas e entusiasmadas quando apaixonadas. 

Segundo a pesquisadora Cindy Hazan, os seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante certo período de tempo. Através de pesquisas, ela identificou as substâncias responsáveis pelo amor-paixão: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Apesar de serem encontradas no organismo humano, essas substâncias se encontram juntas apenas nas fases iniciais da paixão. Com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos e então a fase da paixão vai acabando. A partir daí, o casal se vê diante de uma dicotomia: ou se separa ou se habitua as novas formas brandas de amor, como o companheirismo, o afeto, a tolerância e permanece junto.   

Para Helen Fisher, a melhor forma de fazer com que a paixão dure, é realizar coisas novas juntos, pois a novidade estimula o cérebro e ajuda o romance a se manter excitante.  Ainda segundo ela, a melhor maneira de fazer a paixão durar por muito tempo é escolher a pessoa certa, “Pessoas com um tipo de beleza parecido com o nosso, com valores semelhantes e com o mesmo nível socioeconômico”. 

Os conselhos dos amigos após uma separação não parecem estar muito distantes dos resultados desses estudos, não é mesmo? E você? O que pensa a respeito?

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